Fabio Wajngarten nega ter envolvimento com campanha “O Brasil não pode parar”

Durante depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (12), o ex-secretário de comunicação do Governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, negou ter envolvimento com a campanha “O Brasil não pode parar”, veiculada em março de 2022. O ex-secretário disse que na época estava internado em casa pois havia contraído Covid.

Na mesma época, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, divulgou em seu instagram um vídeo em que  Fabio afirmava estar trabalhando normalmente.

No vídeo da conversa com Eduardo, Wajngarten diz:

“Eu sou a prova viva que mesmo testado positivo, a vida segue. Eu estou trabalhando normal, tenho feito calls com ministros, tenho feito calls com a Secom, tenho aprovado”

Confira o vídeo:

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Covid-19: Fiocruz já entregou mais de 84 milhões de doses ao PNI

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), principal fornecedora de vacinas para covid-19 do país, entregou 84,5 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até a última sexta-feira (13). A instituição informou que o quantitativo, a manutenção de doses permanentes por 22 semanas ininterruptas e a previsão de chegada de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nos próximos meses apontam para a regularidade nas entregas e a disponibilidade do imunizante. 

A Fiocruz confirmou também o recebimento de três novos lotes de IFA em agosto e o envio de três lotes mensais de IFA, de setembro a novembro. Desta forma, segundo a instituição, será mantida a regularidade de entregas mensais nos próximos meses, com uma média em torno de 18 milhões doses/mês até o final do ano.

A fundação reforçou a importância de se avançar na vacinação de um número cada vez maior de pessoas, para que o país possa sentir os efeitos e benefícios dea proteção coletiva.

Sobre a vacinação heteróloga ou a intercambialidade de vacinas (duas doses com vacinas diferentes), a Fiocruz destacou os benefícios da manutenção do esquema vacinal completo com duas doses da vacina Fiocruz/AstraZeneca. Embora existam dados potencialmente importantes sobre o uso de sistemas heterólogos de vacinação, não existem dados ainda sobre a duração da resposta imune com o uso de duas vacinas diferentes.

A duração e amplitude da resposta imune pós-vacina, segundo a Fiocruz, está sendo acompanhada com muita preocupação frente ao momento global da pandemia em relação às variantes e aumentos de números e gravidade de casos. No caso da vacina Fiocruz/AstraZeneca, estudos têm apontado para uma alta efetividade da vacina nos dados do mundo real, incluindo no Brasil, assim como para uma persistência maior na resposta imune das pessoas vacinadas com duas doses da vacina Fiocruz/AstraZeneca do que o relatado nos estudos com outros imunizantes.

Estudo conduzido pela Universidade de Oxford e publicado em junho deste ano na revista científica The Lancet, mostra não haver prejuízo em ampliar o intervalo entre a primeira e a segunda dose, em caso de necessidade. De acordo com a pesquisa, a primeira dose pode sustentar uma eficácia de 80% por até 10 meses até a segunda dose e o intervalo poderia conferir uma resposta imunológica ainda mais robusta após o esquema vacinal completo da vacina de Oxford/AstraZeneca.

Anvisa autoriza mudanças na pesquisa da ButanVac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, hoje (18), a alteração no estudo clínico da vacina ButanVac, em fase de desenvolvimento pelo Instituto Butantan.

De acordo com a agência, a mudança se refere à substituição do uso de placebo pela vacina CoronaVac na etapa A do estudo. Essa é a etapa inicial do estudo das fases 1 e 2 da ButanVac. Na prática, os voluntários dessa etapa da pesquisa receberão ou a vacina em teste, a ButanVac, ou a vacina de comparação, a CoronaVac, também do Instituto Butantan.

“A alteração foi solicitada pelo Instituto Butantan, que, em seu pedido, relatou dificuldades na mobilização de voluntários para o estudo com placebo”, informou a Anvisa.

A pesquisa clínica de fase 1 e 2 da ButanVac está dividida em três etapas (A, B e C). Neste momento, está autorizada a etapa A do estudo, que vai envolver 400 voluntários. Ao todo, as fases clínicas 1 e 2 têm previsão de 6 mil voluntários com 18 anos de idade ou mais.

A vacina será aplicada com duas doses, em um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose. O estudo deve ser realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.