Paraná confirma mais 844 casos e 19 óbitos por Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (21) mais 844 casos e 19 mortes pelo novo coronavírus. O boletim registra também 1.429 casos confirmados retroativos do período entre 14 de julho a 19 de dezembro. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 375.335 casos e 7.271 mortes em decorrência da doença.

Dos casos divulgados nesta segunda-feira (21), 2 são de julho; 1 de agosto; 3 de setembro; 2 de outubro; 149 de novembro e 2.116 de dezembro (entre os novos e retroativos).

INTERNADOS – Nesta segunda-feira são 1.575 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 1.229 ocupam leitos SUS (633 em UTI e 596 clínicos/enfermaria) e 346 da rede particular (137 UTI e 209 clínicos/enfermaria).

Há outros 1.206 pacientes internados, 471 em leitos UTI e 735 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A secretaria estadual informa a morte de mais 19 pacientes. São 8 mulheres e 11 homens com idades que variam de 26 a 88 anos. Os óbitos ocorreram entre 22 de novembro e 21 de dezembro.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Cianorte (3), Cascavel (2) e Palmas (2), além de uma morte registrada em cada um dos seguintes municípios: Anahy, Foz do Iguaçu, Ibema, Ivaiporã, Marechal Cândido Rondon, Maringá, Pato Branco, Prudentópolis, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, São Jorge d’Oeste e Terra Roxa.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento contabiliza 2.956 casos de pessoas que não moram no Estado – 60 foram a óbito.

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Vacina contra a Covid-19 importada da Índia deve chegar ao Paraná no domingo, diz governo

As doses da vacina contra a Covid-19, desenvolvidas pela Universidade de Oxford/AstraZeneca e importadas da Índia, devem chegar ao Paraná no domingo (24), de acordo com previsão do governo do estado.

O imunizante chegou ao Brasil durante a tarde desta sexta-feira (22) e será levado para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, onde passará por rotulagem e inspeção, antes da distribuição. Leia mais em G1 Paraná.

Fiocruz libera neste sábado distribuição de vacina aos estados

Os 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), começarão a seguir para os estados na tarde deste sábado (23). Depois de chegar em voo da Emirates ao Aeroporto de Guarulhos, às 17h20 dessa sexta-feira (22), a carga foi transportada em um avião da Azul até a Base Aérea do Galeão, aonde chegou às 22h. As informações são da Agência Brasil.

O avião foi recebido na pista por um batismo simbólico, com jatos de água lançados em forma de arco pelos bombeiros do Aeroporto Rio-Galeão.

As vacinas prontas foram fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, e eram aguardadas desde sábado (16), mas tiverem atraso no envio por questões internas da Índia.

Chegada das vacinas da AstraZeneca/Oxford contra Covid-19 produzidas pelo Instituto Serum, na Índia, à base aérea do Galeão para serem encaminhadas à Fiocruz.
O avião com as vacinas da AstraZeneca/Oxford foi recebido na pista por um batismo simbólico  – Fernando Frazão/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro.

“A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou”, disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.

O ministro Ernesto Araújo ressaltou a cooperação e a relação diplomática com a Índia. “Isto aqui é o começo de uma parceria tanto na área farmacêutica quanto em muitas outras áreas com a Índia. País pelo qual temos uma admiração imensa, uma amizade imensa, que agora se consolida ainda mais”, disse Araújo.

Os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade
Os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade – Fernando Frazão/Agência Brasil

O embaixador indiano classificou o momento como um dia histórico entre os dois países. “Este dia traz sorrisos e otimismo a muitas pessoas. O Brasil é o primeiro país a receber esta carga e nós estamos muito orgulhosos de fazer parte deste processo. A Índia assegurará vacinas para todos os países e todos os povos”, disse Suresh Reddy.

Para a presidente da Fiocruz, a chegada da vacina é uma vitória da ciência. “Neste momento de perdas, ter a vacina é uma esperança que vem da ciência, que vem do Sistema Único de Saúde. É uma vacina com 70% de eficácia e que poderá ser administrada no intervalo de 12 semanas. Isto será muito importante para o nosso sistema de saúde”, ressaltou Nísia Trindade.

Fiocruz

Da Base Aérea, as vacinas seguiram em caminhões refrigerados para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.

Esse processo será feito ao longo da madrugada e da manhã de sábado e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição para todos os estados brasileiros no período da tarde.

Toda a logística de distribuição ficará sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Bolsonaro

Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a chegada dos 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford ao Brasil. Ele disse que foram “negociadas pelo Ministério da Saúde e [a vacina já foi] adquirida também por um grande número de países”.