Taxa de transmissão da Covid-19 cai no Paraná, aponta estudo

A taxa de transmissão da Covid-19 caiu no Paraná. O Estado tem um Rt médio de 0,77, o que significa que cada 100 pessoas com Covid-19 podem contaminar outras 77, como mostram os dados atualizados no domingo (21) pelo sistema Loft, que analisa como está a transmissão do coronavírus no Brasil. Neste momento, o Paraná tem a menor taxa de reprodução (Rt) entre os estados brasileiros.

“De forma simples, o Rt indica a média de pessoas que serão infectadas pelo Sars-CoV-2 a partir de uma pessoa doente. Quando o Rt for igual a 1, a doença está estável, quando é maior, temos o crescimento do número de casos. Com essa taxa, abaixo de 1, há uma remissão no contágio”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Acácia Nasr. “A variação dessa taxa considera as mudanças no comportamento da população, como a quarentena, uso de máscaras, teletrabalho, suspensão de aulas e fechamento do comércio”, afirma.

A média de transmissão no País é de 1,04, sendo que o Estado com o maior índice de reprodução é o Ceará, com o Rt de 1,2. Somente em outros quatro essa média é igual ou inferior a 1: Amazonas (0,89), Rio Grande do Norte (0,89), Bahia (0,98) e Rio de Janeiro (1).

Desde o início da pandemia, há um ano, é a quarta vez em que há uma remissão na transmissão do vírus no Paraná, o que ocorre desde a última quarta-feira (17). O Rt chegou a um pico de 1,88 entre março e abril do ano passado e teve algumas variações, sempre superior a 1, até o início de setembro. A média oscilou entre 0,97 e 1 até o início de novembro, quando voltou a subir.

Entre 26 de dezembro e 7 de janeiro também houve uma queda da taxa de transmissão, que depois de uma leve alta voltaria a cair pelo período de um mês, entre 18 de janeiro e 18 de fevereiro de 2021. A transmissão, então, voltou a crescer até atingir um pico de 1,58 em 11 de março – naquela data, cada 100 pessoas infectadas contaminavam outras 158.

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Frente Parlamentar do Coronavírus vai debater revalidação de diplomas de médicos formados no exterior

O deputado Michele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar do Coronavírus, adiantou nesta segunda-feira (24) que a nona reunião do colegiado terá na pauta, entre outras questões, a revalidação de diplomas estrangeiros de curso superior da área da saúde.
“O deputado Emerson Bacil (PSL) realizou uma audiência pública sobre a revalidação dos diplomas e reconheço a importância dessa questão. A pandemia dificulta a vida das universidades que realizam esse processo, atrasando num momento em que estamos demandando médicos e de profissionais de saúde para o enfrentamento da covid-19”, disse o deputado.

Três outros temas importantes serão expostos na reunião da frente: a retomada das aulas nas universidades, como ficará o calendário acadêmico e como estão sendo utilizados os recursos repassados pela Alep.

Michele Caputo convidou os reitores das universidades públicas estaduais e da UFPR, bem como o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona.

A reunião está marcada para esta quarta-feira (26), às 9h30, e será transmitida pelo site e pelas redes sociais da Assembleia Legislativa e pela TV Sinal.

Pazuello aprova estratégia de Curitiba no combate à covid-19

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, elogiou nesta quinta-feira (23/7) a estratégia adotada por Curitiba de abertura de novos leitos de tratamento da covid-19 em estruturas já existentes, como os dois hospitais exclusivos do município. “É uma estratégia espetacular. A melhor solução se comparada com os hospitais de campanha”, justificou ele.

Pazuello esteve reunido, em Curitiba, com o prefeito Rafael Greca e o governador Carlos Massa Ratinho Junior. Ele veio à capital para alinhar ações de combate ao coronavírus. A visita fez parte de um roteiro do ministro interino pela região Sul do Brasil.

“Nossa sólida rede hospitalar está preparada para atender com uma medicina de qualidade os pacientes que precisarem. Mas volto a repetir, nada disso vai dar conta da pandemia se a população não colaborar ficando em casa”, salientou Greca.

Para o prefeito, o reconhecimento do ministro interino mostra que a capital adotou a estratégia certa de gestão pública para o enfrentamento da covid-19. “Juntos, vamos vencer as dificuldades causadas pelo novo coronavírus”, reiterou ele.

Curitiba tem hoje dois hospitais para atendimento exclusivo de pacientes de covid-19. O Instituto de Medicina, no Alto da XV, foi aberto em julho pela Prefeitura, com 110 leitos, sendo 50 de UTI e 60 clínicos (para casos menos graves). Já o Hospital Vitória funciona desde junho na CIC, com 140 leitos – 120 de enfermaria e 20 de UTI.

No total, a capital conta hoje com 335 UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivas para covid-19.

Diálogo institucional

O ministro interino da saúde também parabenizou a Prefeitura e Governo do Estado pelo nível de diálogo institucional com o governo federal em prol do combate à pandemia.

“Nos deixa reconfortados saber que todos estamos unidos por um bem maior, que é o enfrentamento desta pandemia”, justificou ele.

Pazuello afirmou que o Ministério da Saúde está recebendo as demandas de Curitiba e do estado com muita atenção, e que está trabalhando desde já para poder entregar equipamentos e insumos. Ele citou a necessidade de envio de remédios e de habilitação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

A respeito de medicamentos utilizados para a entubação de pacientes em UTI, o ministro interino contou que a pasta negocia preços desses itens com o mercado de fora do país, e citou o Uruguai como uma das opções.

“O Paraná tem uma estrutura estabilizada. Temos, sim, condição de dar uma resposta mais efetiva. Em poucas horas ou em um dia vamos pegar um estoque de emergência para não deixar faltar”, disse ele, que não descartou a possibilidade de fazer a entrega com a ajuda do Exército.

Pazuello também falou sobre a intenção de aumentar a estratégia de testagem da população para covid-19. Ele mencionou o fortalecimento dos Laboratórios Centrais (Lacens) e a compra de equipamentos para extrair mais amostras, mas não citou prazos para a ampliação da testagem.

“A testagem deve ser feita quando ela integra uma estratégia de combate à doença”, argumentou.

Também participaram da reunião com o ministro interino a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak; o secretário estadual da Saúde, Beto Preto; e os deputados federais Ricardo Barros e Leandre Dal Ponte.