Usinas de cana-de-açúcar do interior Paraná se unem para diminuir custos e aumentar competitividade na exportação

No interior do Paraná, produtores e usinas de cana-de-açúcar se uniram para criar terminais de transbordo conjuntos com capacidade para armazenar 100 mil toneladas do produto. A ideia fez com que os custos caíssem e a competitividade na hora de exportar aumentasse.

“Nós criamos um padrão de produto, seja ele produzido por qualquer usina, ele é semelhante”, afirmou o presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Tranin.

 

O açúcar produzido por diversas propriedades embarca junto pelas ferrovias do estado, que levam até o Porto de Paranaguá. “Na hora que está embarcando no Porto, sabemos que o produto é igual e isso dá uma celeridade que traz ganhos às usinas do estado”, disse Tranin.

Outra mudança que trouxe mais competitividade para o setor paranaense foi a criação de um terminal de embarque exclusivo para o produto, com capacidade para carregar até 36 mil toneladas por dia nos navios.

O gerente do terminal de embarque, Eric Ferreira de Souza, explicou que o sistema é todo interligado.

“A velocidade do carregamento ajuda no embarque de navio cada vez mais rápido. Na época de safra, o período varia de três a cinco dias”, comentou.

Com mais agilidade, a oferta dos produtores chamou a atenção de outros países. Na última safra, o Paraná exportou 2,4 milhões de toneladas de açúcar.

Para os países árabes, a venda somou US$ 350 milhões, tendo como principal destino o Iraque.

“Nós estamos renovando em uma velocidade maior o canavial, buscando uma produtividade maior. Acho que ainda nós temos muito a ganhar com toda essa logística que foi construída no estado”, declarou o presidente da Alcopar.

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